5.1.09

Realidade & Utopia



Como diz um ditado popular “a melhor maneira de se fazer algo bem feito e chegar a sua conclusão de maneira satisfatória é começar bem”. Quem começa mal tende a prosseguir mal e concluir a tarefa irregularmente.Para todo e qualquer empreendimento antes de ser iniciado, faz-se necessário o reconhecimento das condições e circunstâncias que o envolvem ou o cercam. Seria no mínimo ridículo, e transmitiria falta de bom senso qualquer atitude que desconsidere um conhecimento prévio da realidade. Assim também é na vida cristã: se desejamos crescer espiritualmente e alcançarmos êxito, não podemos negar a realidade em que estamos inseridos, seja ela na vida pessoal, familiar, profissional, sentimental ou espiritual. Como cidadãos em um mundo afastado da verdade, a realidade do sistema de coisas em que o mundo está inserido também não deve ser ignorado.

Estamos vivendo um momento difícil. Uma crise econômica internacional aterroriza investidores e economistas. Nas nações mais ricas do mundo, gigantes do mundo financeiro estão em apertos como nunca antes na história. Empresas estão demitindo empregados, e caso os países menos desenvolvidos sejam atingidos em cheio, existem possibilidades, falta de liquidez no mercado de crédito, de crescimento da inflação, ou no pior dos casos o surgimento da deflação, o que nos faz lembrar do grande desgaste financeiro ocorrido na crise de 1929, onde grandes milionários perderam boa parte de seus bens, alguns por desespero até mesmo tiraram a sua própria vida.

Porém, essa atual crise é simplesmente um reflexo de muitas outras crises que se avolumam sobre a humanidade com o passar do tempo. Vivemos em um momento em que a palavra “crise” resume todos os dilemas que enfrentamos neste século: crise de identidade, crise de valores éticos e morais, crise na família, crise nos relacionamentos, crise política e tantas outras. Uma realidade que não podemos negar, ela está ai, ela é real. Um certo pastor presidente de uma igreja disse recentemente que estava proibindo os demais ministros sob sua presidência de ao fazerem uso de sua tribuna se referirem a crise financeira internacional. Ora, se falar da crise não traz nenhuma solução, negar a realidade e pregar que não há crise não passa de uma atitude utópica e irresponsável. Para que possamos encarar a situação, o primeiro passo é reconhecer a sua existência, a fim de nos posicionarmos para encará-la, enfrentá-la e transformá-la.

Encarando e enfrentando a realidade

Israel estava em guerra. Os filisteus haviam cercado a cidade, e para desespero dos israelitas, Golias se apresentava para a peleja como um guerreiro experiente, preparado e muito bem armado, que só por sua estatura aterrorizava os filhos de Israel. Ele esbravejava em alta voz chamando os filhos de Deus a peleja, e enquanto aguardava a aproximação dos exércitos de Israel, amaldiçoava o povo de Deus e o Deus do povo. Os soldados de Israel se escondiam. Não havia ninguém com coragem de se dispor a enfrentar aquele gigante.

Quando não estamos dispostos a reconhecer o meio em que estamos inseridos, nossas atitudes se assemelham a do povo de Deus diante de Golias: Fugimos. Em nome da fé, as vezes achamos que basta “declarar” que a guerra não existe, ou que não seremos suas vítimas para nos livrarmos delas, enquanto nosso coração desesperado com as ameaças dos inimigos questiona a soberania de um Deus que por sua vontade permissiva nos proporciona momentos como estes com o propósito de nos mostrar seu senhorio sobre nossas vidas.

Davi entendeu o propósito de sua existência e de sua chamada. A final, porque viemos ao mundo? Porque o Senhor chamou-nos? Reconhecendo a realidade da opressão dos inimigos, encarou seu adversário. Enfrentou-o no vale da decisão em nome do Senhor, e viu a forte mão de Deus transformando a realidade a sua volta.

Armaduras, espadas, lanças e arsenais não foram os responsáveis pela vitória de Davi. Sua vitória veio do céu, no momento em que Davi mais precisava. Deus utilizou-se de um frágil instrumento primitivo nas mãos de Davi pra executar a sua transformação à realidade que o cercava.

Transformando a realidade

Os clamores que se fazem ouvir por todos os lugares é desanimador. Basta ligar o rádio, a televisão, consultar as revistas e jornais em circulação, acessar a internet ou simplesmente perguntar ao seu vizinho: vai tudo bem com você? Assim também eram os clamores ameaçadores que se ouviam ecoar pela boca de Golias e do exercito dos filisteus. Mas Deus conta conosco e com nossa frágil estrutura para transformar a situação. Muitas vezes estamos dispostos e esperançosos em ver Deus atuar em nossas vidas, mas preferimos fugir acreditando que tudo se realizará como em um passe de mágica. Ao findar de 2009, poderemos celebrar a transformação de Deus a nossa volta? A resposta é só nossa!

Aceitando o desafio

O Senhor Jesus em suas pregações foi categórico em afirmar que neste mundo passaríamos por aflições. Em sua oração sacerdotal, Ele pediu ao pai que nos livrasse dos males do mundo, porém foi enfático ao dizer “não peço que os tires do mundo...” Enquanto aqui estivermos, estaremos sujeitos a todas as intempéries que aqui existem, porém temos a garantia de que o Senhor tem conosco propósitos de paz, e de um futuro cada vez melhor.

Como foi sua vida em 2008? Com certeza você experimentou muitas lutas, mas nenhuma delas deixaram de ser guerreadas também pelo nosso Senhor, e por isso você esta lendo este post neste novo ano. Nesse novo ano em que o mundo experimenta mais um momento de crise, aceite o desafio: Deixe que o Senhor utilize-se de sua vida para a transformação das pessoas a sua volta, e de sua própria vida. Ele prometeu estar conosco todos os dias até a consumação dos séculos, e estará ao nosso lado em mais esse momento, essa nova etapa de nossas vidas!

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