7.11.09

Pragmatismo religioso - raiz de aberrações

Uma consequência bastante inquietante da negligência do ensino doutrinário a todos que zelam pela ortodoxia e ortopraxia cristãs é o surgimento de aberrações espirituais.

Nos dias de hoje, os pastores devem tornar-se "clínicos gerais" e ou verdadeiros pais espirituais, preparados para as demandas que o presente século impõe, ainda mais porque vivemos tempos de vertiginosa aceleração da escalada e distribuição de conhecimentos e inevitáveis distorções destes.

Há uma síndrome de especialização em andamento, fazendo surgir "igrejas do louvor", "igrejas do amor", "igrejas da família", "igrejas dos milagres” e assim por diante. Tal especialização já vai se introduzindo nos cultos, ao ponto de adaptar o serviço oferecido na igreja ao "público consumidor", com horários e programações especializadas. Por exemplo: culto de libertação, culto de louvor, culto da família, culto da prosperidade, sessão de descarrego etc.

É um equívoco pensar em marketing para o verdadeiro Evangelho, uma vez que a ambição do homem sem Deus é frontalmente oposta aos requisitos de uma vida espiritual. Não há como atrair de modo honesto o pecador à doutrina cristã para sua salvação, a não ser que este seja alcançado pela graça de Deus que acompanha a verdadeira proclamação da pecaminosidade do pecado no homem e do poder de Cristo para livrá-lo.

O verdadeiro doutrinador não está preocupado se o seu auditório sente-se confortável com a Palavra que há de ensinar. Pelo contrário, está desejoso que os seus ouvintes voltem para seus lares inconformados com uma maneira de viver sem Deus, sem paz e sem salvação. O verdadeiro doutrinador prega a Cristo e este crucificado.

O surgimento de doutrinas falsas é um sinal dos tempos, conforme Mateus 24.11; 1Timóteo 4.1 e 2 Pedro 2.1. Os modismos que se proliferam defendem o pragmatismo com relativo sucesso, pois nele o que conta são os fins sem qualquer critério para os meios, como vemos no caso da Teologia da Prosperidade, que coloca Deus a serviço do homem e não exatamente o oposto; da regressão interior para resolver a maldição hereditária, anulando a morte viçaria de Cristo como único e definitivo remédio para o pe¬cador e seus pecados, sejam eles do passado, do presente ou futuros; do cair no Espírito, como forma grotesca de impor uma espiritualidade exibicionista, que chama mais a atenção para o condutor da liturgia do que para o Senhor do culto; da chamada guerra espiritual, cujos defensores sugerem até mapeamento dos lugares celestiais.

Outros vivem de "amarrar" demônios, além de estabelecer um verdadeiro festival de deboche, propondo sem qualquer pudor diálogos com demônios para deslumbramento de seus auditórios, repletos de incautos e desconhecedores dos ardis de Satanás. Estes se esquecem da advertência de 2 Coríntios 2.11.

Há ainda o culto aos anjos, uma modalidade tão antiga quanto o próprio nascimento da Igreja, pois desta espécie de culto o apóstolo Paulo nos advertiu em Colossenses 2.18. Em algumas igrejas, já há cadeira reservada para anjos e, como se não bastasse, são-lhes prestadas reverências e homenagens. Parece que o misticismo chegou com grande força entristecendo os verdadeiros fiéis, que não aceitam outro evangelho, ainda que um anjo do céu viesse anunciá-lo. Não queremos compartilhar deste anátema (Gl 1.8). Nosso Senhor é Todo-suficiente.

Paulo adverte em Colossenses 2.8-10: "Tende cuidado para que ninguém vos faça presa sua, por meio de filosofias e vãs sutilezas, segundo a tradição dos homens, segundo os rudimentos do mundo e não segundo Cristo; porque nele habita corporalmente toda a plenitude da divindade. “E estais perfeitos nEle, que é a cabeça de todo principado e potestade”. Se estamos em Cristo, permaneçamos na Palavra.

Revista Resposta Fiel

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