11.6.10

A Copa e o Campeão [2]


Sem impedimentos

O impedimento tem sido um grande problema para alguns jogadores. Quem está impedido ouve o apito do juiz e não pode fazer gol, pois está fora da posição permitida. Atacantes em posição de impedimento ficam isolados dos companheiros e sozinhos.

Com Jesus é diferente. Ele retira pessoas da posição de impedimento, da solidão e do desalento. Onde existem pessoas isoladas, sozinhas, em posições erradas, lá está Jesus para buscá-las. Jogadores impedidos no jogo da vida podem experimentar o que está escrito em Jeremias 31.3: "De longe se me deixou ver o Senhor, dizendo: Com amor eterno eu te amei; por isso, com benignidade te atraí".

Banco de reservas

Para um jogador é triste e decepcionante ter de ficar no banco de reservas. Ele fica chateado e frustrado por não ser usado no time. Essa frustração facilmente se transmite a seus familiares, e todos sofrem com a situação. Pela mídia podemos acompanhar o drama entre ser escalado para fazer parte dos onze felizardos ou ficar esperando na reserva. Vimos a alegria dos escolhidos e a tristeza dos que ficaram de fora da seleção. Os reservas sempre anseiam pela chance de jogar. Mas dois jogadores não podem ficar na mesma posição e o gol não comporta dois goleiros.

Com Jesus, ninguém precisa ficar no banco de reservas. Ninguém é excluído. Jesus pode usar a todos. Cada cristão recebeu pelo menos um dom e deveria usá-lo para a edificação do reino de Deus. Qualquer membro da Igreja de Jesus pode ser útil à causa do Senhor e realizar alguma tarefa para ganhar almas. Todo cristão é chamado a cooperar, seja no aconselhamento, ensinando crianças, em sua própria família, na proclamação da Palavra de Deus, na diaconia, na hospitalidade ou no discipulado. Jesus quer nos usar e trabalhar através de nós: "Fiel é o que vos chama, o qual também o fará" (l Ts 5.24).

Aproveitar as chances

Os jogadores devem aproveitar todas as oportunidades, jogar concentrados e atentos, sempre de olhos bem abertos. Todos eles deveriam render o máximo sem ficar fazendo corpo mole ou desperdiçando o tempo. Desistir e entregar o jogo antes da hora não convém. Tanto o treinador como o público esperam que o time jogue com dedicação até o apito final.

Podemos aplicar muito bem essa realidade à situação da Igreja, pois está escrito: "Portanto, também nós, visto que temos a rodear-nos tão grande nuvem de testemunhas, desembaraçando-nos de todo peso e do pecado que tenazmente nos assedia, corramos, com perseverança, a carreira que nos está proposta" (Hb 12.1). E: "remindo o tempo, porque os dias são maus" (Ef 5.16).

Sem prorrogação

Há equipes que jogam conscientemente esperando a prorrogação porque acham que terão melhores chances nesses minutos adicionais depois que o tempo regulamentar tiver terminado. Certamente é muito melhor alcançar a vitória nos noventa minutos, sem ficar esperando por um tempo extra no final. A Bíblia diz que hoje, agora, é o tempo de se converter a Jesus: "...eis, agora, o tempo sobremodo oportuno, eis, agora, o dia da salvação" (2 Co 6.2). Em relação ao serviço cristão, a Palavra de Deus ordena: "Tudo quanto te vier à mão para fazer, faze-o conforme as tuas forças..." (Ec 9.10). Robert Moffat afirmou com acerto: "Teremos toda a eternidade para celebrar nossas vitórias, mas apenas um breve momento para alcançá-las".

Em relação à volta iminente de Cristo também não devemos nos comportar como se houvesse prorrogação. Não deveríamos viver pensando que "meu senhor demora-se" (Mt 24.48). Precisamos contar com Sua volta a qualquer momento, pois "não retarda o Senhor a sua promessa, como alguns a julgam demorada; pelo contrário, ele é longânimo para convosco, não querendo que nenhum pereça, senão que todos cheguem ao arrependimento" (2 Pé 3.9).

A defesa

O que mais gostamos num jogo de futebol é ver nosso time sempre bem perto do gol adversário. Mas uma boa defesa é imprescindível, especialmente quando o contra-ataque é rápido. Impedir o avanço do adversário em direção ao nosso gol é tão importante para ganhar o jogo quanto os chutes contra o gol dele.

Na Igreja de Jesus é semelhante. Não são importantes apenas os cristãos de destaque, aqueles que brilham que são conhecidos e reconhecidos. Todos os cristãos são importantes e necessários, inclusive aqueles que nunca aparecem, que trabalham nos bastidores, fazendo os trabalhos mais simples ou executando tarefas que jamais serão vistas pelos outros. A equipe de apoio, que fica na retaguarda, frequentemente é a maior responsável pelo sucesso de uma evangelização, de um culto ou de algum outro evento realizado para a salvação de almas perdidas. Como filhos de Deus não devemos mais estar  preocupados com resultados imediatos do que com a uma base firme e sólida, defendendo os valores e ensinamentos da Palavra de Deus. Precisamos vigiar e levantar uma defesa forte para que o inimigo não faça gols. De tanto correr, muitos se esquecem de fechar a defesa, e aí são derrotados. E imperioso que haja, dentro da igreja, irmãos que zelem pela doutrina e mantenham as vitórias já alcançadas, que vigiem para que o inimigo não entre e se aposse de alguma área. Líderes idôneos são essenciais, mas a tarefa de defender e zelar pela igreja é de todos os membros.

Todos devem orar, vigiar e resistir ao inimigo para que este não tenha a menor chance de vitória. Recebemos todas as condições para nossa defesa espiritual: "Revesti-vos de toda a armadura de Deus, para poderdes ficar firmes contra as ciladas do Diabo; porque a nossa luta não é contra o sangue e a carne, e sim contra os principados e potestades, contra os dominadores deste mundo tenebroso, contra as forças espirituais do mal, nas regiões celestes. Portanto, tomai toda a armadura de Deus, para que possais resistir no dia mau e, depois de terdes vencido tudo, permanecer inabaláveis" (Ef 6.11-l 3).

Sem medo do inimigo

Existem os adversários "matadores", aqueles que assustam e que são difíceis de enfrentar. Antes da Copa sempre há muitas especulações, e os times enumeram as seleções fortes, aquelas que preferem não ter como adversárias. As perguntas se repetem: "Quem estará na nossa chave?”,  “quem será nosso primeiro adversário? Um time fraco ou um favorito?”, “uma equipe conhecida por seu jogo sujo ou por jogar lealmente?”, ou “quais seus jogadores de ponta?"  É importante analisar o inimigo, mas não demais. Preocupar-se demasiadamente com o adversário pode nos encher de medo e facilitar nossa própria derrota. Uma avaliação equilibrada da situação é o ideal.

A Bíblia nos ensina que não devemos temer os homens. Também o Diabo, apesar de poderoso (não devemos menosprezá-lo ou fazer pouco caso dele), é um inimigo já derrotado. Não devemos enfrentá-lo achando que já ganhamos, mas também não podemos ficar desanimados quando vemos o seu poder em ação, pois o Vencedor está do nosso lado! O próprio Deus disse: "De maneira alguma te deixarei, nunca jamais te abandonarei”. Assim, afirmemos confiantemente: O Senhor é meu auxílio, não temerei; que me poderá fazer o homem?" (Hb 13.5-6).




Imagem: Seleção brasileira comemorando o Penta

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