12.11.10

Mulheres buscam por homens mais jovens; cai número de registros formais de casamento e taxa de divórcio sobe no Brasil

Número de mulheres que casam com homens mais jovens cresce, diz IBGE

Em 2009, foram registrados 935.116 casamentos em todo o país.

Índices estão na pesquisa de Registro Civil divulgada nesta sexta (12/11). 


O número de mulheres que se casam com homens mais jovens que elas aumentou no ano passado. A mudança foi observada na pesquisa Estatísticas do Registro Civil de 2009, divulgada nesta sexta-feira (12) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatístsica (IBGE), que mostra que os percentuais cresceram gradativamente, passando de 19,3% em 1999, chegando a 21,3% em 2004 e finalmente a 23%, no último ano da pesquisa.

“As mulheres estão se casando com homens mais novos. Pode ser que futuramente esse número se torne ainda maior. É uma mudança de comportamento, ainda mais porque as mulheres estão casando mais tarde do que antes”, explicou Adalton Amadeu Bastos, gerente da pesquisa. O estado com maior percentual de casamentos cuja mulher é mais velha é o Amapá (26,2%). Distrito Federal (26,1%), Amazonas (25,6%) e Rio Grande do Norte (25,0%), também registraram índices elevados.

Apesar de em 2009 a maior taxa de casamento permanecer entre as mulheres de 20 a 24 anos, observou-se o aumento da idade média das mulheres ao casar. Em 1999, a taxa de mulheres de 30 a 34 que casavam era de 10,6%. Já em 2009, este índice ficou em 17,2%. Foi possível analisar também que a taxa de nupcialidade para pessoas do sexo feminino do grupo etário de 15 a 19 anos, em 2009, foi inferior à observada em 1999.

Ao todo, foram registrados 935.116 casamentos em todo o país em 2009. Segundo o Instituto, em relação a 2008, observou-se uma redução de 2,3%, o que interrompeu a sequência de crescimento que vinha sendo observada nos últimos seis anos.

Diminuição no número de casamentos

Desde 2002, os índices apontaram a retomada do crescimento no número de casamentos. No entanto, segundo o IBGE, os valores obtidos não se aproximam dos observados na década de 1970. Em 1974, primeiro ano da série, a taxa de nupcialidade era de 13 casamentos por mil habitantes.

As elevações das taxas de casamento, principalmente entre 2003 e 2008, podem ser atribuídas ao acesso aos serviços de Justiça, aos casais que formalizam o casamento por uniões consensuais e também às ofertas de casamento coletivo.

“Os casamentos coletivos são um grande atrativo para os casais que desejam formalizar a união. Atribuímos a pequena queda de matrimônios no ano de 2009, a possível diminuição desses casamentos coletivos”, afirmou Adalton.

De acordo com o IBGE, os casamentos entre homens divorciados que casaram com mulheres chegam a 7,2%, enquanto que o índice de mulheres divorciadas que se uniram formalmente a homens solteiros é de 5,3%. A pesquisa aponta ainda que o Rio de Janeiro foi o estado com a menor proporção de casamentos entre solteiros (77,2%), e a porcentagem mais elevada foi no Amapá (92,1%).


Divórcio em alta

Em 2009, foram registrados 177.604 processos judiciais ou escrituras públicas de divórcios. Já a taxa de separações manteve-se estável em relação a 2008, permanecendo em 0,8%, e a taxa de divórcios decresceu chegando a 1,4%. Porém, analisando os índices do IBGE desde 1984, observa-se que o patamar da taxa geral de divórcios continua elevado na comparação com os anos iniciais da pesquisa.

Segundo o IBGE, este número deve continuar aumentando, pois a lei de divórcio foi muito facilitada ao longo dos últimos anos. “A lei do divórcio virou a lei do casamento. Porque com ela as pessoas se divorciam de forma simples e podem casar novamente”, analisou Adalton, referindo-se ao crescimento da proporção de recasamentos, que representaram 17,6% do total das uniões formalizadas em 2009.

Fonte: G1

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