16.8.16

O início da campanha eleitoral e a oportunidade de mudanças

Plenário da Câmara Municipal de São Carlos:
quem serão os ocupantes das 21 cadeiras da próxima legislatura?

Sidnei Moura

Começa hoje a campanha eleitoral para vereadores e prefeitos em todo o território nacional. A partir da data de hoje são permitidas as ações de campanha nas ruas com panfletagem, carros de som e visitas aos eleitores. A partir do dia 26, a campanha eleitoral começa também na TV e no rádio com os programas dos candidatos de todas as cidades. Tudo normal, você pode estar pensando, afinal estamos acostumados com a repetição desse processo a cada dois anos. Porém,a campanha eleitoral de 2016 e todo o processo eleitoral poderá se apresentar como um divisor de águas, iniciando um novo ciclo na história política brasileira.

Como é do conhecimento de todos, as regras do jogo mudaram: a campanha está mais curta, os gastos estão limitados e não é mais permitido o financiamento das campanhas por meio de doações de empresas. Por outro lado, a nova legislação abriu um espaço bastante interessante de apresentação dos candidatos que foi denominada como “pré-campanha” – um período onde os pré-candidatos puderam se aproximar de seu eleitorado para ouvir suas demandas e assim formatar seus projetos e propostas, como também possibilitou ao eleitor a oportunidade de colaborar com a campanha de seu candidato por meio de doação particular – outro grande salto democrático de aproximação entre o candidato e seus eleitores.

Apesar de substanciais, as mudanças do atual regime de organização e realização das eleições não para por ai – existem outros fatores importantíssimos que ganham destaque nessa corrida eleitoral como resultado de um período atípico de nossa história política, fatores que poderão fazer a diferença nas urnas no dia 2 de outubro: refiro-me à desconfiança generalizada  a que a classe política está submetida na ótica do eleitorado brasileiro.

É fato que a corrupção generalizada, a inércia das autoridades, a insatisfação com os serviços públicos e a baixa produtividade dos políticos influencia o processo desde sempre, mas nesse ano observamos que o país vive o ápice de uma crise moral, política e financeira cuja responsabilidade recai diretamente nas costas dos governantes eleitos, que por sua vez tem tido dificuldades em ter seu trabalho reconhecido. Vivemos uma crise de representação política em que, mesmo entre os eleitores mais otimistas, é latente a rejeição aos quadros que hoje ocupam o poder nos municípios, estados e na união. Há um clamor nacional por renovação.

Assim sendo, acredita-se que candidatos que nunca ocuparam cargos eletivos tenham alguma vantagem nesse pleito que se inicia em relação aos demais. Mas não bastará ser um nome que represente apenas renovação em termos específicos: candidatos ficha limpa e com trabalho realizado e reconhecido em prol da sociedade poderão surpreender figurões já consagrados no meio político nos municípios, o que poderá resultar em trocas substanciais dos atuais quadros.

Você já escolheu os seus candidatos? Está atento as suas experiências, a sua trajetória de vida, às suas propostas e opiniões sobre os temas de interesse para seu município? É chegado o momento de deixarmos nossa zona de conforto e nossa antipatia à política e nos aproximarmos de nomes que nos represente com clareza. É momento de renovar com experiência e com novas ideias, a fim de que deixemos para trás esse período de estagnação e de improdutividade política a que nos submetemos nos últimos anos. As mudanças começam pelos municípios!

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