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Mostrando postagens com o rótulo Fé e Razão

Conflitos entre Ciência e Cristianismo: o conflito é legítimo?

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Louis Pasteur: "É em nome da ciência que proclamo  a Jesus Cristo como filho de Deus" Augustus Nicodemus Lopes Para muita gente a relação entre o cristianismo e a ciência sempre foi conflituosa, uma história de guerras e tensões contínuas. Uma das razões para essa concepção é que geralmente se pensa que as duas coisas estão em campos totalmente opostos e não intersectáveis. A religião trata da alma, do sobrenatural, do transcendente, de valores e conceitos acima da possibilidade padrão de verificação. A ciência, por sua vez, nada teria a ver com religião, ou quando muito, teria um papel de desmistificação, explicando através das leis naturais aquilo que os religiosos acreditam que é a mão de Deus na história, na natureza e na realidade humana.  Uma outra causa dessa visão beligerante entre religião e ciência são obras cujo propósito foi desbancar o cristianismo e estabelecer o naturalismo como filosofia subjacente da ciência, como por exemplo, History of the Conflict b...

Filosofia e a Existência de Deus - 3a. PARTE

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Novos tempos para a apologética Os princípios irrefutáveis da fé cristã continuam transformando vidas. A despeito de todos os ataques recentes à fé – ou, talvez, por causa deles –, os tempos de hoje constituem a melhor época para apologistas cristãos. Gente como Lee Strobel, William Lane Craig, Ben Witherington III, Darell Bock e J. P. Moreland tem escrito livros, gravado documentários, concedido entrevistas e participado de debates e conferências, sempre apresentando ao público o que, afirmam eles, é uma montanha crescente de evidências científicas e arqueológicas que documentam a verdade do cristianismo. “A reação da apologética cristã tem relação direta com os desafios que o cristianismo enfrenta, quer na forma de ateísmo militante nas universidades, na internet, em documentários na televisão ou em livros da lista dos mais vendidos”, diz Strobel, ex-editor jurídico do jornal Chicago Tribune e, mais recentemente, autor do livro Em defesa de Cristo – Jornalista ex-ateu investiga as p...

Filosofia e a Existência de Deus - 2a. PARTE

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(continuação) “Assinatura de Deus” R esta o argumento teológico. Este permanece firme como sempre, defendido, em várias formas, por gente como Robin Collins, John Leslie, Paul Davies, William Dembski e Michael Denton. Ultimamente, com o movimento denominado Projeto Inteligente, boa parte destes pesquisadores prosseguem na tradição de encontrar exemplos da “assinatura de Deus” nos sistemas biológicos. Todavia, o ponto sensível da discussão enfoca a recente descoberta da sintonia do cosmos com a vida. Essa sintonia assume dois aspectos – primeiro, porque quando as leis da natureza são expressas em equações matemáticas, como a da gravidade, apresentam certas constantes. Logo, não determinam esses valores. Segundo, há certas variantes arbitrárias que fazem parte das condições iniciais do universo – a quantidade de entropia, por exemplo. Essas constantes e quantidades se encaixam em um alcance extraordinariamente pequeno de valores que permitem a existência de vida. Se fossem alteradas em ...

Filosofia e a Existência de Deus

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N os últimos tempos, o mercado literário tem sido inundado por títulos defendendo o ateísmo. Boa parte deles viraram best-sellers – caso de Deus, um delírio, de Richard Dawkins, o mais ruidoso lançamento recente nesta linha. Em pleno século 21, filósofos encontram novos argumentos para defender a existência do Todo-poderoso. Pode-se supor, à primeira vista, que seja impossível aos pensadores modernos defender intelectualmente a existência de Deus. Todavia, um exame rápido nos livros do próprio Dawkins, bem como de autores como Sam Harris e Christopher Hitchens, entre outros, revela que o chamado novo ateísmo não possui base intelectual e deixa de lado a revolução ocorrida na filosofia anglo-americana. Tais obras refletem mais a pseudociência de uma geração anterior do que retratam o cenário intelectual contemporâneo. O ápice cultural dessa geração aconteceu em 8 de abril de 1966. Naquela ocasião, o principal artigo da revista Time, um dos maiores semanários da imprensa americana, foi ...

Filosofia e a Existência de Deus

Nos últimos tempos, o mercado literário tem sido inundado por títulos defendendo o ateísmo. Boa parte deles viraram best-sellers – caso de Deus, um delírio , de Richard Dawkins, o mais ruidoso lançamento recente nesta linha. Em pleno século 21, filósofos encontram novos argumentos para defender a existência do Todo-poderoso. Pode-se supor, à primeira vista, que seja impossível aos pensadores modernos defender intelectualmente a existência de Deus. Todavia, um exame rápido nos livros do próprio Dawkins, bem como de autores como Sam Harris e Christopher Hitchens, entre outros, revela que o chamado novo ateísmo não possui base intelectual e deixa de lado a revolução ocorrida na filosofia anglo-americana. Tais obras refletem mais a pseudociência de uma geração anterior do que retratam o cenário intelectual contemporâneo. O ápice cultural dessa geração aconteceu em 8 de abril de 1966. Naquela ocasião, o principal artigo da revista Time, um dos maiores semanários da imprensa americana, foi ...