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Mostrando postagens com o rótulo Liberdade de expressão

Censura

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Luiz Cláudio Jubilato Outro dia escrevi sobre a extinção das borboletas nas grandes cidades: um prefeito lá dos Cafundós dos Judas queria me processar, porque não pesquisei sobre o trabalho dos biólogos na sua cidade de cinco mil habitantes, na opinião dele, a megalópole da região, para salvar essas preciosidades. Um vereador fez uma moção de protesto, ovacionada pelos outros três, contra o meu texto. O promotor pediu minha prisão preventiva. Um advogado exigia 100 mil reais por danos morais. As senhoras da uma tal "sociedade protetora dos animais silvestres" me enviaram uma carta, na qual deixavam claro o seu repúdio ao meu texto. Partidários da morte das borboletas, porque tinham medo do "bicho", xingaram minha peçonha. Pensavam também em me exigir uma quantia estratosférica por danos morais. Outro dia me aventurei num texto sobre o fato de os inseticidas pulverizados nas plantações serem "talvez" responsáveis pela morte das abelhas. Uma empresa...

Charlie Hebdo: sátiras de religião, terrorismo, preconceito e covardia moral

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Nova capa do semanário Charlie Hebdo traz Maomé chorando " As religiões, como todas as outras ideias, merecem críticas, sátiras e, sim, nossa falta de respeito e medo. Este totalitarismo religioso provocou uma mutação mortal no coração do Islã cujas consequências se viu hoje [ontem] em Paris. Estou com Charlie Hebdo, como todos temos de estar para defender esta arte da sátira, que sempre foi um motor da liberdade e contra a tirania, a desonestidade e a estupidez"  Salman Rushdie " Há precisamente 26 anos, o aiatolá Ruhollah Khomeini, sem ler "Os Versos Satânicos" de Salman Rushdie, condenou o escritor à morte por ofensas ao Profeta e ofereceu US$ 1,5 milhão a quem executasse o serviço. Khomeini está morto, Rushdie está vivo e os otimistas afirmam que, na luta entre a escuridão e a luz, a luz acabou por vencer. Os otimistas estão errados. Para começar, a "fatwa" de Khomeini continua válida sobre a cabeça de Rushdie. E, depois, mesmo em...

A química da democracia

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Luiz Felipe Pondé Estamos diante de uma crise de representação política. A democracia moderna se caracteriza por ser representativa e não direta. Elegemos representantes e eles nos representam no Executivo e no Legislativo. Há muito tempo que este vínculo representativo no Brasil opera mal --vive-se a mesma coisa na Europa ocidental. Julgo importante momentos como o que vivemos, não somente para chamar nossos representantes de volta a suas funções (eles trabalham para nós e pagamos os salários deles), como para refletir sobre os riscos deste mesmo colapso de representação e o desordenamento político-social que dele decorre a médio prazo: sem supermercados, sem escolas, sem estradas, sem chegar ao trabalho, sem lazer, sem policiamento. A "química das massas" é volátil, incendiária e instável, e apesar de a imensa maioria ter uma intenção pacífica, a interrupção contínua e crescente da ordem político-social, por definição, rompe esta mesma ordem trazendo à tona...

Supercontrole - o cerceameento da imprensa argentina pelo governo Kirchner

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Sylvia Colombo A aprovação da lei que praticamente estatiza a produção e a distribuição de papel-jornal na Argentina foi a ação mais vistosa do novo governo da presidente Cristina Kirchner, que teve início no último dia 10 de dezembro. Mas a lei do papel-jornal é apenas uma entre um pacote de medidas aprovadas a toque de caixa pelo Congresso nesses últimos dias do ano. A Câmara de Deputados e o Senado, agora com maioria kirchnerista, aprovaram em tempo recorde para tempos de democracia um pacote de seis leis em apenas onze dias. A oposição contesta, diz que o tempo foi muito exíguo para tratar de assuntos tão sensíveis, que precisariam de mais discussão. Senadores que acabavam de iniciar seus mandatos, e que não tiveram chance de estudar os temas, já tiveram de tomar decisões com relação a eles. Mas o fato é que todas as leis já estão valendo. Entre as mais polêmicas, além da lei do papel-jornal, estão a Lei de Terras, que limita a compra destas por parte de estrangeiros, a Lei ...

Insensato Coração: modelos de família e transmissão de valores e tradições na contemporaneidade

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Com estrondoso sucesso de audiência encerrou-se nesta sexta-feira mais uma novela da Rede Globo de autoria de Gilberto Braga e Ricardo Linhares. Insensato Coração conquistou o coração dos brasileiros por apresentar através de alguns de seus principais atores histórias em muito relacionadas com o atual momento da nossa sociedade em que crimes e conflitos de todas as naturezas acontecem constantemente em um país onde muitos cidadãos inconformados com a corrupção e impunidade já não conseguem acreditar de forma plena em muitas das instituições da sociedade. Particularmente não me considero um noveleiro – a última novela de que me lembre de não ter perdido nenhum capítulo foi veiculada já há muito tempo... Minhas atividades como estudante universitário no limiar da formatura após quatro anos de graduação noturna aliadas ao meu sincero desinteresse pela teledramaturgia global me afastaram a tempos da frente da TV nos horários de novelas. Já a muito tempo tenho preferido series, filmes e o...

Homofobia e liberdade de expressão