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Mostrando postagens com o rótulo Holocausto nazista

O amor nos tempos de Auschwitz

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O polonês Israel Arbeiter passou cinco anos em poder dos alemães. Sobreviveu ao tifo e se fingiu de morto para não ser executado. Nos campos nazistas, perdeu a família - mas achou a mulher de sua vida Adriana Maximiliano e Bernardo Weaver Dentro da fria lógica dos nazistas, que tatuavam números em seus prisioneiros, ele era o A18651. Ela era o A14016. Foi num campo de concentração – Starachowice, na Polônia – que Israel Arbeiter, 81 anos, e Anna Balter, 80, iniciaram uma história de amor que dura até hoje. Ambos judeus e poloneses, eles se conheceram em 1940, enquanto realizavam trabalhos forçados para os alemães. Depois de contrair tifo e sobreviver a uma execução de prisioneiros, Arbeiter ficou escondido no alojamento onde estava sua família. Só não morreu de fome porque Anna, clandestinamente, enviava-lhe pequenas porções de pão. Em 1942, Arbeiter foi separado da família e de Anna e levado para Auschwitz, também na Polônia. Em 1944, foi transferido para outr...

Pio 12, "o Papa de Hitler", teria salvado judeus, conclui pesquisador protestante

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Pio 12 Pio 12 foi vilificado como "o papa de Hitler", acusado de não condenar publicamente o genocídio dos judeus da Europa. Agora, um historiador britânico descobriu grande volume de materiais que fontes sobre o Vaticano acreditam poder restaurar a reputação do Pontífice, revelando o papel que ele desempenhou na oposição ao nazismo e no resgate às vítimas de perseguição nazista. O protestante Gordon Thomas obteve acesso a documentos que o Vaticano mantinha em sigilo e rastreou a localização de vítimas, sacerdotes e outras pessoas que até agora não haviam contado suas histórias. "The Pope's Jews" (o papa dos judeus, em tradução livre), que será publicado no mês que vem no Reino Unido, detalha a maneira pela qual Pio 12 permitiu o estabelecimento de refúgios para pessoas perseguidas no Vaticano e nos conventos e mosteiros da Europa. Ele comandava uma operação que utilizava codinomes e documentos falsificados, na qual padres arriscavam as vidas...

Sousa Mendes e a preservação de famílias judias e de outras nacionalidades no Holocausto Nazista

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André Barcinski O diplomata português  Sousa Mendes Quando recebi o e-mail com o título “Informações importantes sobre sua família”, achei que era mais um daqueles spams picaretas.A mensagem vinha de uma fundação que tentava identificar parentes de vitimas de perseguição nazista que fugiram da Europa em 1940, ajudadas pelo diplomata português Aristides de Sousa Mendes. A carta que recebi, assinada por uma pesquisadora da Fundação Sousa Mendes, trazia informações detalhadas: “A família Barcinski foi ajudada por Sousa Mendes. Os nomes que aparecem na lista de vistos são Alicja, Jacek, Maria e Irena Barcinski, assim como Henryk Elsner, que, acreditamos, era parente de Irena (…)” A história era verdadeira. Alicja era minha bisavó. Irena era irmã dela. Henryk era pai delas, meu tataravô. Jacek e Maria, crianças na época, eram sobrinhos de Alicja e Irena. Ao longo dos anos, ouvi parentes contando histórias sobre a fuga da família para o Brasil, vinda da Polônia....

Recordações da terrível Kristallnacht - a Noite dos Cristais

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“Eu me lembro de tudo”. Com esta resposta objetiva e curta, Ernesto Strauss, 81 anos, sintetiza as suas memórias da fatídica Kristallnacht . Ele tinha então 12 anos e vivia com seus pais e um irmão em Frankfurt. Seus tios-avós maternos e paternos também moravam na cidade. Segundo Strauss, a Kristallnacht foi um marco na vida dos judeus na Alemanha. Até então, apesar de todas as dificuldades e da perseguição crescente – ele mesmo deixou de freqüentar a escola pública por causa do anti-semitismo e da discriminação que sofria por parte dos professores e alunos – havia certa normalidade no dia-a-dia dos judeus. Sobre aquele período, Strauss ainda lembra que, quando tinha sete anos, um de seus professores, do qual ele muito gostava, tornou-se membro do Partido Nacional Socialista e, a partir daí, começou a incitar cada vez mais os alunos contra os judeus. “Um dia, apanhei tanto de toda a classe que, ao chegar em casa, disse à minha mãe que não voltaria lá. Como morávamos longe da escola...

Anne Frank - a "face" das vítimas do holocausto nazista

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A vida da jovem destinada a ser a voz dos milhões de judeus mortos durante o Holocausto foi curta, mas significativa. Annelise Marie nasceu em 12 de junho de 1929, em Frankfurt, e era a segunda filha de Otto e Edith Frank, abastados judeus alemães. Os pais a chamavam de Anne. Em 1933, com a ascensão de Adolf Hitler ao poder, os Frank decidiram viver em Amsterdã, na Holanda. Otto se mudou imediatamente, pois se apresentara a oportunidade de montar uma franquia, a Opekta Works, para a comercialização de pectina, substância usada na fabricação de geléias. Edith, Anne e a irmã Margot se juntaram a ele, tempos depois. Em Amsterdã, voltaram a desfrutar de liberdade e relativa tranqüilidade, apesar das alarmantes notícias sobre a intensificação da discriminação aos judeus em outras partes.   No dia do seu 13° aniversário, 12 de junho de 1942, Anne recebeu de presente um diário. Ela não imaginava a importância que este teria. Quando, em 5 de julho, sua irmã Margot foi convocada pela Gest...

Ahmadinejad e o direito a existência do estado de Israel

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O polêmico presidente do Irã Mahmoud Ahmadinejad, que tem chegada  prevista ao Brasil na próxima segunda-feira quando será recepcionado pelo governo brasileiro atendendo a um convite pessoal de Lula e do chanceler Celso Amorim, foi entrevistado pelo apresentador do Jornal da Globo  da Rede Globo de Televisão William Waack, e foi veiculada nessa sexta-feira em rede nacional. Na entrevista cedida no palácio do Governo Iraniano em Teerã, Ahmadinejad falou sobre uma possível parceria brasileira em projetos nucleares , declarou sua amizade com Lula e respondeu aos questionamentos de William Waack sobre sua posição sobre homossexualismo, sobre o estado de Israel e sobre o Holocausto. Confira a entrevista: Como podemos observar na entrevista, Ahmadinejad embora num tom ameno, fez questão de criticar e de questionar o direito da existência do estado de Israel em sua própria terra, sua propriedade particular há milênios ao perguntar “Onde aconteceu o holocausto”.  A g...

Discurso de Serra na recepção do presidente de Israel

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O terror não é nosso interlocutor Saudação ao presidente do Estado de Israel, Shimon Peres, em 12/11/2009 Tenho a honra de dar as boas vindas a Sua Excelência Shimon Peres, Presidente do Estado de Israel, em nome do Estado de São Paulo e em meu nome pessoal. Não é todos os dias que uma cerimônia tão simples como esta vai além das formalidades e permite homenagear um estadista que personifica toda a história política de seu próprio país e que teve uma presença ativa em alguns dos principais momentos do século 20 e deste século. Seu envolvimento com a política e com a história do Oriente Médio começou em 1940, há quase 70 anos, com menos de vinte anos de idade, recém-chegado à Palestina, então sob mandato britânico. Naquele ano, Shimon Peres foi um dos fundadores do Kibbutz Alumot e eleito secretário de um movimento de juventude. Estamos na presença de um estadista que dedicou toda a sua vida a construir, defender e desenvolver o seu país, empenhando-se, ao mesmo tempo, em romper as barr...