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Orgulho? De que?

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Giul Cavasin “Acabou nosso carnaval / Ninguém ouve cantar canções/ Ninguém passa mais brincando feliz”. É, agora ninguém mais brinca de ser rei ou rainha, menestrel ou jogralesa. Todo mundo abaixa a cabeça diante do peso da realidade. Ninguém mais joga confetes nem serpentinas para dar mais brilho ao baile de carnaval. Todos voltam a reclamar das coisas cotidianas, falar que tudo é culpa do governo, tomar conta da vida alheia... Todos voltam a prestar atenção nas coisas que realmente precisam de atenção. Na quarta-feira, todos voltam ao trabalho, quer estejamos bem ou não. Mas o Brasil só volta mesmo na quinta, com exceção da Bahia, que tem um carnaval por ano e dura o ano todo. Acabado esse samba todo, esse axé, esse funk, entre outros ritmos que se toca nas festas de carnaval, onde fica o nosso orgulho de sermos brasileiros? Pois, claro que o Brasil se orgulha de ser reconhecido mundialmente como “país do carnaval”, “país do futebol”. ...  Talvez também devesse se orgulhar ...

O Vaticano e a responsabilização dos judeus pela morte de Cristo

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Jesus é interrogado por Pilatos Uma decisão histórica tomada pelo papa Bento XVI no dia de ontem (03/03) sobre a responsabilidade dos judeus pela morte de Cristo chamou a atenção da comunidade internacional, de cristãos e de judeus ao redor do mundo. Em uma declaração oficial, o Vaticano divulgou em nota que, após reflexão baseada nos textos dos evangelhos, Bento XVI chegou a conclusão de que não há apoio teológico para a responsabilização do povo judeu pela crucificação, sofrimento e morte de Jesus Cristo, tese defendida arduamente pela igreja católica até o ano de 1965, mas que foi totalmente rejeitada agora em texto publicado pelo papa em um documento que será transformado em livro e publicado em 7 idiomas em todo o mundo. Trata-se de um tratado de reflexões sobre vida, sofrimento e paixão de Cristo, e de  acordo com o texto, embora os líderes religiosos da época tenham entregado Cristo a morte, o povo judeu como um todo não pode ser teologicamente responsabilizado pela mor...

A ética deverá guiar as mudanças

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Aécio Neves A espetacular velocidade de transformações do mundo no último século torna qualquer projeção sobre o futuro tarefa quase inimaginável. Do ponto de vista do Brasil, o salto foi formidável. Passamos de um vasto país agropastoril, com baixa densidade demográfica, educação restrita à elite, profundo atraso tecnológico e grave dependência econômica para uma economia diversificada; rede de cidades considerável; sistemas de serviços públicos abrangentes; produção intelectual e cultural vigorosa, reconhecida, e uma crescente integração ao mundo globalizado. As reformas estruturais realizadas nos anos 90 nos permitiram dar passos decisivos para alcançarmos a posição que ocupamos hoje. Não há como vislumbrar um cenário pessimista para um país sem distensões, com extenso volume de terras agricultáveis, poderosas reservas naturais e potenciais latentes, especialmente no do nosso capital humano. Mas ainda nos falta, para realizá-los, um inédito e vigoroso senso ético. Não apenas aque...

A crise política no Egito e os provaveis resultados do embate

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A revolta no Egito e os tolos politicamente corretos O  Egito está dando passos largos para se transformar numa ditadura fundamentalista islâmica, depois de passar, porque isso faria parte da pantomima, por um ritual eleitoral. Esse caminho é conhecido. A imbecilidade dominante na imprensa ocidental — na brasileira, então, chega ao paroxismo —  acredita que se trata de um movimento popular espontâneo, liderado por pessoas que não agüentam mais as injustiças sociais e a ditadura e resolveram dar um “basta!”. É uma análise cretina.  O fato de o Egito ser governado por um ditador, desprezível como todos, e de as injustiças serem grandes não muda o caráter do que vai nas ruas. O tal “Movimento 6 de Abril”, liderado “por jovens”, segundo a boçalidade influente, é, além de irrelevante, uma boa fachada. Quem comanda as ruas é a Irmandade Muçulmana, aquele mesmo grupo de onde saiu, por exemplo, o Hamas, que governa a Faixa de Gaza. A propósito: em Gaza,  ninguém pede democ...

"BBB" promove revival da "Lei de Gerson"

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Se você conseguir sacanear seus companheiros, se dá bem e descola uma grana. Essa lógica perversa é levada ao pé da letra no "BBB11", que criou o cargo de "sabotador". É exatamente isso. A pessoa ganha uma missão que pode ser fazer seu time perder um jogo (ou seja, ser X9) ou deixar seus "amigos" sem comida. Se você conseguir ser sacana sem ninguém perceber, leva um prêmio de R$ 10 mil.  Se o "BBB" imita o mundo, podemos pensar que eles adotaram de maneira mais que literal a lógica da "puxada de tapete". O sabotador e outros atos de falta de ética são o assunto do momento na casa. Sim, porque além do cargo oficial da "sabotagem", a produção do programa não para de colocar os participantes em situações em que eles são obrigados a sacanear os outros. Uma delas dita o paredão que acontece amanhã.  Mauricio recebeu a missão de escolher entre os participantes uma pessoa que ficaria 17 horas em uma solitária. Ou seja, e...