29.3.08

O "evangelho" da funcionalidade - UM EVANGELHO DE RESULTADOS


“...Mais ainda que vos anuncie outro evangelho, seja anátema.”

- Gálatas 1:8 -

+ A pergunta que não quer se calar

Ao encontrar uma amigo que conhecia desde sua infância, certo cristão alegrou-se em saber que o mesmo havia se decidido por Cristo em uma igreja evangélica. Ele estava prestes a ser ordenado ministro, e assim assumir uma posição de liderança em sua denominação. Tendo conhecimento de sua decisão pelo ministério, achou interessante comentar sobre as posições bíblicas de um determinado autor em um livro que abordava, além de outros temas relevantes, o desenvolvimento da igreja nos dias atuais, quando foi surpreendido por uma indagação que o deixou perplexo: “Mais isto realmente funciona?”, perguntou o novo postulante ao ministério. Uma indagação que se tornou notória em nossos dias.

+ Um evangelho que funciona

Uma das características do mundo contemporâneo é a funcionalidade das coisas – se algo não funciona de forma como se esperava logo é descartado. O problema é que nem tudo que funciona está comprometido com a verdade e com os elevados ideais de vida. Vender drogas, por exemplo, é uma atividade lucrativa, mas está comprometido com a dignidade da vida?

Em termos de vida cristã e prática eclesiástica, a preocupação verdadeira de cada cristão deveria ser: antes de perguntarmos se algo funciona, deveríamos perguntar se aquilo é bíblico, se parte de um princípio bíblico. Por exemplo: há lideres e igrejas que demonstram se preocupar mais em preencher os assentos vazios do templo do que com o conteúdo da mensagem que pregam. O que conta mesmo é conquistar o indivíduo oferecendo um deus-servo que funciona, e não um Senhor a quem devemos lealdade. Como conseqüência disso, podemos observar no cotidiano de nossas igrejas que alguns crentes ao participarem de uma reunião, ao acreditarem que sua presença agregou-lhes algum benefício, afirmam ter sido aquela reunião “boa e abençoada”, caso contrário, foi “carnal”.

+ Corrução da adoração

Os termos utilizados pelo texto bíblico original para “adoração” e “culto” significam basicamente “prostrar-se, encurvar-se”, logo, adorar e cultuar é dar a Deus nosso reconhecimento – dar, não receber! Na bíblia, a adoração não é um meio de graça, pois o culto é resultado, e não meio. É resultado de uma vida orientada pelos ideais divinos para o cotidiano.

+ Prosperidade

Tornou-se comum o evangelho da prosperidade, onde o sofrimento não se deve ser considerado didático ou mesmo um ingrediente natural da vida. Quem gosta de sofrer? O evangelho que permite sofrimento não é funcional, pois Deus é um “paizinho rico” que não desamparará o “fiel”. Então o que dizer de Deus, que permitiu que seu Filho morresse da pior forma possível na época – crucificado? O que fazer então com o sofrimento?

+ Negociata cristã?

No negócio eclesiástico vale o que funciona, o que enche o templo e a tesouraria da igreja, o que traz status e poder para o líder; No rito do culto, da vida cotidiana, vale o que traz vantagens ao crente, sem preocupação com o divino, a não ser a de “aplacar a sua ira e vingança”.

+ O centro do evangelho funcional

Temos aqui o mais elevado culto ao pragmatismo, onde a verdade não precisa ser compatível com a realidade, mas com aquilo que traz resultados. Este é um cristianismo centralizado no homem e nos seus interesses pessoais, nunca em Deus e em sua vontade.

+ Seja Cristo o centro!

Assim, muitos pregadores apresentam mensagens que só valorizam o homem, anunciando um evangelho antropocêntrico e até mesmo egocêntrico em que o ser humano é o centro das atenções. A luz das escrituras sagradas, a missão do pregador é apresentar Jesus Cristo – Ele é o tema central de todos os escritos inspirados e inserido no Canon Sagrado. Fica, portanto, a determinação do próprio Cristo, registrada em Lucas, cap., v. 47: “Em seu nome, se pregue a remissão dos pecados em todas as nações, começando por Jerusalém”. Seja Ele o centro do nosso culto, da nossa vida e de nosso ministério!


Sidnei Moura

5 comentários:

  1. Olá,

    Parabenizo pela materia "O evangelho da funcionalidade - Um evangelho de resultados".
    Nos dias em que estamos vivendo, temos visto dentro de nossas igrejas, pregadores que se preocupam em impressionar seu publico através de um conhecimento biblico no qual não vive, não se importando que essa mesma Palavra nos informa como devamos proceder, que nos diz: "Assim falai e assim
    procedei, como devendo ser julgados pela lei da liberdade".Tg 2.12.

    Bjus

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  2. Caro Sidney Moura,
    Sou evangélico e li com muito gosto seu post sobre o evangelho da funcionalidade. Você escreve muito bem e isso serve para muitos pastores e pregadores que visam mais a sua promoção pessoal e de sua igreja que o evangelho de Cristo.
    Olha, tenho um blog de mensagens, mas são mensagens bíblicas independentes e alternativas, para a geração dos últimos dias. Se quiser visitar, acesse:

    www.miquels007.wordpress.com
    ou
    www.mensagemultimosdias.blogspot.com

    Até lá! E parabéns pelas suas mensagens!

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  3. Glaucia e Miquels,

    Como conhecedor da verdade que liberta de forma definitiva q somos, sinto a necessidade de trazer a tona comentarios relacionados a pureza doutrinaria da igreja, e o meu maior desejo é que de alguma forma alguem venha ser alcancado. Obrigado pelas palavras!

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  4. Prezado Sidney poderia utilizar seu post, claro que dand os devidos créditos?

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    Respostas
    1. Entre em contato comigo por email. Vá até a guia "contato" e saiba como me contactar. Geralmente não publico nem interajo com usuários que não se identificam.

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