9.12.09

A bandeira cristã da luta pela conservação do meio-ambiente


COPENHAGUE - A conferência de 192 nações com a missão de alcançar um novo acordo para conter o aquecimento global começou nesta segunda-feira, 7, em Copenhague, na Dinamarca. Nos próximos 12 dias, membros da Convenção-Quadro da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre Mudanças Climáticas vão negociar a respeito da redução das emissões de dióxido de carbono (CO2), o principal gás causador da mudança climática. O encontro terá seu clímax em 18 de dezembro, quando será encerrado com uma cúpula de mais de cem chefes de Estado. (Estado de S. Paulo)


A preservação do meio-ambiente sempre foi e continua sendo uma das grandes bandeiras do cristianismo compromissado com a ortodoxia teológica. É obvio que a posição radical tomada por alguns, como também a veneração da Terra e dos ecossistemas naturais como se fossem divindades a serem adoradas como tem sido proposta por filosofias religiosas  deve estar distante dos propósitos do genuino cristão. 


Enquanto a conferência de Copenhague define metas para a amenização dos estragos causados pelo crescente aquecimento global, é importante que tomemos as nossas atitudes individuais a fim de contribuir com a preservação da natureza, pois dessa forma também estaremos cumprindo nosso papel como cidadãos conscientes de nossas responsabilidades, bem como cristãos conscientes do nosso papel como agentes da paz.





Tendo por centro das atenções  a admirável obra de Deus  observamos que a criação serve de espelho  onde o ser humano pode ver o Deus invisível  e entender qual é a disposição, a ordem e o concerto que deve conduzir a vida em sociedade.

Fazendo essas observações,  encontraremos  uma lição sobre a necessidade de mordomia na terra: devemos transferir os campos à posteridade em condições tão boas ou melhores do que aquelas em que recebemos .

Somos ingratos quando não exercitamos essa mordomia da criação dada a humanidade para o seu benefício. O trabalho humano para voltar a ser trabalho verdadeiro , para que seja serviço e não fonte de opressão, e para que o seu autor nele encontre satisfação precisa se reintegrar ao trabalho de Deus e se ajustar a ação divina conduzida no mundo para nutrir os homens.


“Sempre que chamamos Deus de criador do céu e daterra devemos lembrar-nos que a dispensação  de todas essas coisas ele  as fez para seus filhos, os quais ele recebeu  sob sua fiel proteção para  sustentá-los e educá-los”
(Calvino)


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