15.3.10

Convivência pacífica: o exemplo de mulheres palestinas e judias



E m   c o n s e q ü ê n c i a   do ataque de um terrorista-suicida palestino, uma senhora judia e uma jovem palestina tornaram-se grandes amigas:

A palestina israelense Nahalah Assad (atualmente com 31 anos) não quer desperdiçar seu tempo com ódio, apesar de ter – segundo ela – muitos motivos: pelo terrorista palestino que se explodiu ao seu lado em 1994 e a feriu gravemente; pelos homens da sua aldeia árabe de Iksel, que decidiram que ela não seria apta a casar por causa dos seus ferimentos e cicatrizes; pelos deputados árabes na Knesset (Parlamento), que não vieram visitá-la no hospital durante sua convalescença.

Nahalah também perdeu sua melhor amiga, Fadiah, quando o terrorista explodiu seu automóvel junto ao ponto de ônibus em que elas se encontravam, matando 13 pessoas, entre judeus e árabes. Até hoje o pai de Nahalah a leva de automóvel para onde sua filha precisa ir, pois ela teme andar nos ônibus israelenses.

Hoje Nahalah é casada e tem dois filhos. O que ela mais gosta de fazer é conversar com Pessy Hildesheim, uma senhora judia de 77 anos, que vive no kibutz Sarid. Pessy emigrou com seus pais da Romênia para Israel quando tinha dez anos.

Um parente de Nahalah, que há oito anos trabalhava no kibutz Sarid, falou aos moradores locais sobre a tragédia acontecida em sua família. Quando Pessy Hildesheim ouviu o relato, ela se dirigiu imediatamente para o hospital em Afula. "Nahalah estava deitada na cama como uma múmia, envolta em faixas dos pés à cabeça. Quando a vi, logo simpatizei com ela", contou Pessy ao jornal israelense Yediot Achronot, que publicou recentemente a história das duas mulheres que acreditam na convivência pacífica entre árabes e judeus. Ambas acham que os homens não serão capazes de solucionar o conflito árabe-israelense. Na sua opinião, apenas as mulheres poderão mudar a situação. "Aquilo que experimentei desde o ato terrorista e meu conhecimento da mentalidade dos homens árabes transformaram-me numa mulher obstinada", declarou Nahalah, que freqüentemente visita Pessy no kibutz.

O pai de Nahalah, Taufiq Shadfana, contou que ele e sua esposa invejam sua filha por causa do relacionamento dela com Pessy. "Principalmente minha esposa, Rasamia, gostaria de participar dessa amizade exemplar", disse Taufiq. "Durante todos esses anos tive muitos amigos judeus, mas hoje sinto medo de ir para as cidades judias, pois quando aparece um árabe logo se comenta: ‘Cuidado, pode ser um terrorista’." Quando o pai do terrorista-suicida palestino lhe telefonou para pedir desculpas porque Nahalah estava entre os feridos do atentado cometido pelo seu filho, Taufiq gritou com ele: "Por que vocês mandam seus filhos assassinar pessoas inocentes? Como você pode dizer que seu filho é um herói? Ele é exatamente o contrário!" Taufiq sente muito que os judeus, com os quais se identifica profundamente desde o atentado, o rejeitem como se ele fosse seu inimigo.

Pessy e Nahalah, porém, tornaram-se amigas verdadeiras, que sonham transformar o mundo, a começar pela convivência entre judeus e árabes em Israel.


2 comentários:

  1. Paz, Sidnei!

    Grande exemplo dessas duas amigas... trazendo para o cristianismo, seria interessante aplicá-lo em nosso dia-a-dia, em nossas igrejas, ministérios e convenções.

    Deus tenha misericórdia de nós.

    Muito bom o vosso blog.

    Em Cristo,


    Elian Soares
    www.evangelismoelouvor.com

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  2. Elian,

    Sem dúvida alguma. Que o Senhor nos ajude a vivermos em união, e que a humanidade também através de Cristo experimente a paz com todos.

    Muito obrigado pela visita e pelas palavras de incentivo.

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