20.4.11

Você teria reconhecido o Messias se tivesse vivido nos dias de Jesus?




Quando Jesus esteve por aqui, as multidões ficavam maravilhadas com o que ele dizia e com seus milagres. Em resultado, muitos ‘depositaram fé’ nele, e o aceitaram como o predito Messias, ou Cristo. Raciocinavam: “Quando o Cristo vier, será que ele realizará mais feitos do que esse homem foi capaz?”

Embora houvesse fortes evidências que apoiavam a identidade de Jesus como o Messias, a maioria dos que o viram e ouviram não acreditou nele. Infelizmente, mesmo alguns que desde o início acreditaram, mudaram de idéia mais tarde. Por que tantas pessoas rejeitaram Jesus como o Messias apesar de fortes evidências? Vejamos os motivos, e ao fazermos isso pergunte-se: ‘será que corro o risco de cometer esse mesmo erro hoje?’

Expectativas não realizadas  

Na época do nascimento de Jesus, muitos judeus esperavam que o Messias aparecesse. Os que “aguardavam o livramento de Jerusalém” pelo prometido Messias viram Jesus ainda como criança quando ele foi levado ao templo. Mais tarde muito dos que observavam as obras de João Batista se perguntavam: “Será este o Cristo?” Mas, o que os judeus do primeiro século esperavam que o Messias fizesse?

Em geral, os judeus daqueles dias acreditavam que o Messias que viria  os libertaria do opressivo jugo romano e restauraria o reino terrestre de israel. Antes de Jesus iniciar seu ministério, surgiram vários lideres carismáticos que promoviam a oposição violenta contra o domínio político existente. As ações desses homens provavelmente influenciaram as expectativas das pessoas em relação ao Messias.

Jesus se contrastava nitidamente com esses falsos Messias. Ele não promovia a violencia, mas ensinava seus ouvintes a amarem seus inimigos e se sujeitar as suas autoridades. Ele não cedeu aos esforços das pessoas de o fazerem rei. Em vez disso ensinou que seu reino ‘não fazia parte desse mundo’. Ainda assim idéias preconcebidas a respeito do messias exerciam uma poderosa influencia sobre as pessoas.

João Batista viu e ouviu pessoalmente a milagrosa evidência da identidade de Jesus como o filho de Deus. Mas quando estava na prisão ele enviou os seus discípulos para perguntar a Jesus: “Es tu aquele que vem ou devemos esperar outro?”. Talvez João quisesse saber sobre Jesus era mesmo o prometido libertador que cumpriria as expectativas dos judeus.

Os discípulos de Jesus acharam difícil entender que ele seria morto e depois ressuscitado. Certa vez quando Jesus explicou que seria necessário que o messias sofresse  e morresse Pedro tomando a parte passou a censurá-lo. Pedro ainda não conseguia perceber qual era a ligação entre a morte de Jesus e o seu papel como Messias.

Pouco antes da páscoa de 33 d.C., ao entrar em Jerusalém, Jesus foi recebido por uma multidão entusiástica que o aclamou como rei. Mas essa situação mudou rapidamente. Na mesma semana ele foi preso e executado. Após sua morte, dois de seus discípulos lamentaram: “Nós esperávamos que esse homem libertaria Israel”. Mesmo quando ressuscitado Jesus apareceu aos seus discípulos, à idéia de que o messias estabeleceria um reino terrestre ainda existia: “Senhor, e nesse tempo que restabeleces o reino a Israel?”, perguntaram os discípulos. Fica claro que expectativas incorretas a respeito do Messias estavam profundamente arraigadas no coração de seus ouvintes.

Rejeitado por líderes religiosos

Quando Jesus veio a terra a maneira de pensar e as práticas religiosas dos judeus tinham se desviado muito do que era ensinado nas escrituras. Os líderes religiosos daquele tempo – saduceus, fariseus e escribas – davam mais importância a tradições de homens do que a palavra escrita de Deus. Vez após vez eles acusaram Jesus de violar a lei por fazer curas milagrosas aos sábados. Por contestar seus ensinos não bíblicos de forma enérgica, Jesus desafiou a autoridade e as afirmações deles de serem aprovados por Deus. Em contraste, Jesus vinha de uma família humilde (embora ligada a família de Davi) e não tinha recebido educação formal como eles. Não é de admirar que fosse muito difícil para esses homens orgulhosos aceitá-lo como Messias. Esses confrontos os deixavam tão furiosos que “realizaram uma consulta sobre Jesus para que o pudessem destruir”.

Mas como os líderes religiosos conseguiriam fazer como que as pessoas não dessem importância aos milagres de Jesus? Eles não negavam que os milagres haviam ocorrido. Em vez disso de modo blasfemo tentavam enfraquecer a fé em Jesus ao atribuir seu poder a satanás “Este não expulsa demônios senão por belzebu o governante dos demônios”.

Havia outro forte motivo por trás da recusa obstinada deles de aceitarem a Jesus como o messias. Depois de Jesus ressuscitar Lázaro líderes de varias facções religiosas se consultaram e disseram: “Que devemos fazer, visto que este homem realiza muitos sinais?” Se o deixarmos assim todos depositaram a Fe nele, e virão os romanos e tirarão tanto o nosso lugar como a nossa nação” Por medo de perder seu poder e posição, os líderes religiosos fizeram uma conspiração para matar Jesus e Lázaro.

Preconceito e perseguição por parte dos judeus

A atitude dos líderes religiosos judaicos do primeiro século criou um ambiente hostil para qualquer um que aceitasse Jesus como o Messias. Orgulhando-se de sua alta posição, eles desprezavam qualquer pessoa que demonstrasse fé em Jesus dizendo “Será que um só dos governantes ou dos fariseus depositaram fé nele?” Alguns líderes judaicos como José de Arimateia e Nicodemos se tornaram de fato discípulos de Jesus, mas por medo mantiveram isso em segredo. Os líderes judaicos haviam decretado que todos os que confessassem Jesus como Cristo fosse expulso da sinagoga. Uma pessoa nessa situação seria desprezada e excluída do convívio social.

Com o tempo a oposição aos apóstolos e discípulos de Jesus se transformou em violenta perseguição. Por causa da sua pregação corajosa, os apóstolos sofreram às mãos do sinédrio, a suprema corte judaica. Os opositores acusaram falsamente o discípulo Estevão de blasfêmia. Ele foi condenado pelo sinédrio e apedrejado até a morte. Então, levantou-se grande perseguição contra a congregação que ensinava em Jerusalém: todos, exceto os apóstolos foram espalhados através das regiões da Judéia e de samaria. Saulo, que mais tarde tornou-se o apostolo Paulo participou numa campanha de perseguição que era apoiada oficialmente pelo sumo sacerdote e pela assembléia dos anciãos.

Mesmo sob essas circunstâncias difíceis, o Cristianismo cresceu rapidamente nos anos após a morte de Jesus, mas apesar de milhares terem se tornado cristãos eles ainda eram a minoria na palestina no primeiro século. Identificar-se publicamente como seguidor de Cristo podia gerar desprezo e até violência.

Aprenda dos que rejeitaram Jesus

Como vimos, conceitos errados, pressão da comunidade e perseguição impediram muitos no primeiro século de exercerem fé em Jesus. Hoje, idéias errôneas sobre Jesus e seus ensinos podem ter um efeito similar. Por exemplo, muitos aprenderam com críticos modernos que afirmam que as coisas que aconteceram durante o ministério de Jesus conforme registrado na bíblia não são fatos históricos. Dessa maneira, esses homens contribuem para o enfraquecimento da fé em Jesus como o messias.

O resultado dessa e muitas outras teorias é que muitos ficam confusos em relação ao papel do Messias ou não vêem necessidade de dar atenção a isso. Porém, para os que querem examinar as evidências, na verdade há mais provas hoje de que Jesus é o messias do que havia no primeiro século. Temos as escrituras hebraicas, que contém várias profecias sobre o que Jesus fez para cumprir essas profecias. 
   
E hoje, qual sua atitude diante da realidade da historicidade e autenticidade de Jesus e de seu evangelho?

2 comentários:

  1. Olá, graça e paz!!
    Vim conhecer teu blog e convidá-lo para conhecer o meu...
    www.lusiqueira.com.br

    Fique na paz, abraços

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  2. Olá Lu!
    Muito obrigado pela visita!
    Visitarei seu blog sim, muito obrigado
    =)

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